quinta-feira, 18 de junho de 2020

Se apaixonar não é fácil. Sério mesmo.


Pin by Chloe Villania on Aesthetic manga (With images) | Citrus ...
Eu postei essa postagem anteriormente no dia 13 de agosto de 2018. E antes o titulo era “O desabafo de uma covarde (ex)apaixonada” (É, eu sei. O título é ridículo.)  e o texto em si tinha como objetivo colocar em palavras todas as minhas frustrações que estavam entaladas na minha garganta e presas no meu coração por muito, muito tempo. Com esse post, na época, eu queria que minhas palavras alcançassem uma certa pessoa, mas nem nos dias atuais ela parece se dar conta desse episódio. A primeira versão ficou algo bem triste e cheio dos dramas, mas a vida é um drama, não é?
Tive a ideia de reescrever esse texto e aproveitar e atualizar e endireitar algumas coisas. Como podem ver o título também mudou assim como essa autora que vos fala também mudou. Então vamos lá, e já adianto que a coisa a seguir continua triste (até porque eu sou quase uma profissional nesse assunto), mas de alguma forma sinto que vou me divertir escrevendo. É sempre bom colocar as nossas experiências na nossa frente e tentar ver por outros ângulos, vou escrever a seguir sobre às vezes em que eu me apaixonei. Mas relaxem... Foram poucas.
Se apaixonar é uma experiência única, algo maravilhoso e complexo. E bota complexo nisso, viu? Sabe os filmes de romance? Eles mentem. Porque a coisa pode complicar muito mais do que eles mostram ou simplesmente ser muito mais simples do que eles não mostram. Até hoje eu me apaixonei de verdade 4 vezes. Cada vez foi uma experiência de fato diferente. E também me deram uma dor de cabeça...

Round #1 – Do primeiro “crush” a gente nunca esquece!
Não vou citar nomes aqui. Seria deselegante!
A primeira vez que eu me apaixonei eu ainda estava na época de escola e não era a pessoa mais ligada nessas coisas de buscar um namoro ou ficar prestando atenção em quem era ou deixava de ser bonito. Até porque naquela época eu, como qualquer outro jovem, tinha outras preocupações como, por exemplo, as notas e a insegurança que o ambiente escolar fazia com a autoestima da gente. Mas não posso reclamar do meu período escolar, passei por momentos desagradáveis e tantos outros que guardo no coração com muito carinho (como por exemplo, conhecer meu irmão de alma, algo que foi a melhor coisa da minha vida) e a minha primeira paixão é uma delas.
Era um amigo de classe, alguém muito divertido e que tinha um talento incrível pra desenhar (Ah, eu também desenhava... Então era fácil a gente encontrar assunto pra conversar) além de ser um poço de simpatia. Mas era um bom amigo e acho que atualmente posso dizer que ele foi o meu primeiro “crush”, mas não deu em nada, foi um mero amor platônico que me deixava boba quando ele estava por perto e logo eu que me achava alheia demais para esse tipo de coisa me vi pega nas artimanhas do cupido. Foi algo bobo e que não passou muito disso... Posso muito bem usar a frase que ele fez meu coração acelerar e eu sentir as famosas borboletas no estômago (clichê que fala, né?), infelizmente, ele mudou de escola e meio que a gente perdeu o contato depois disso, mas mesmo assim foi uma experiência boa, sabe? E guardo com carinho.
Primeiro round não foi de todo mal, não é mesmo?

Round #2 – Aqui as coisas começam a complicar um pouco
Continuando.
Um bom tempo se passou, muita coisa aconteceu e eu amadureci e passei a entender algumas coisas sobre mim mesma. Sabe a tal fase em que você está se descobrindo e descobrindo o mundo ao seu redor? (E percebe que você não vive exatamente numa bolha, né?). Pois é. Muita ansiedade, pressão de todos os lados (Terminando escola, pensar numa carreira –embora outras pessoas quem vão querer escolher por você - faculdade batendo na sua cara com o vestibular...), insegurança. Mas também vem junto um melhor entendimento das coisas, amadurecimento com o decorrer do tempo e um pouco mais de confiança.
E no meio disso tudo aí eu te conheci, por mero acaso, e passamos a trocar nossas primeiras palavras. Quando nos demos conta tinha brotado uma amizade ali e era muito fácil conversar com você já que nós duas tínhamos muitos gostos em comum (alguns nem tanto, mas mesmo assim a nossa dinâmica fluía muito bem!), nossos horários escolares não batiam, mas mesmo assim a gente sempre dava um jeito pra passar um tempo conversando. Ainda éramos novas... E eu admito que achei que você seria só mais uma amizade nova que com o decorrer do tempo a gente nem ia se falar mais, mas não foi bem isso que aconteceu não, viu? Nossa amizade foi se construindo aos poucos, já conhecíamos mais uma da outra e nossos assuntos não se limitavam apenas aos nossos gostos em comum. Sempre te achei uma pessoa muito séria, mas ao mesmo tempo descobri que era só te conhecer melhor *rindo de nervoso* e nesse ritmo a gente completou 1 ano de amizade. E bom. Aí as coisas começaram a complicar.

Round #2.1 – Só estava confundindo as coisas
Quando dei por mim passei a dar um pouco mais de atenção a você. Não me leve a mal, mas eu reparei que comecei a ficar muito mais curiosa sobre você, querer saber mais sobre você, entende? Como disse anteriormente, eu sempre te achei muito séria, mas no fundo sempre soube que era só ganhar a sua confiança que você se mostraria essa menina encantadora e super gente fina que eu conheci. E foi ai que eu me toquei de uma coisa. E só consegui pensar “Ah, não. Ferrou.”.
Me pegou de surpresa? Pegou. Eu estava esperando uma coisa dessas acontecer? Obviamente que não.
Eu simplesmente pensei que estava só confundindo as coisas, pois você sempre foi muito receptiva e legal comigo (Tá, tinha momentos que a gente quebrava o pau e suspeito que várias vezes por motivos fúteis, ou porque você tinha um jeito prático demais pra analisar certas coisas) e vai ver eu estava entendo tudo errado e veio uma onda de sentimentos confusos (e bota confusos nisso!), busquei até pedir conselhos pra outras pessoas e cheguei a bela conclusão que: Eu tinha me apaixonado pela minha melhor amiga. (Pois é. Você não leu errado, meu bem.).
E convenhamos. Isso não me parecia que ia acabar muito bem não... Motivos?
Primeiro de tudo: Você era uma garota. E obviamente alguém hétero. (Simplesmente não dá e nem pode! Fazer alguém mudar sua orientação sexual só porque você gosta dele, entendem? Implica em muita coisa).
Segundo: Eu estava apavorada com a ideia de falar como eu me sentia pra você e acabar perdendo sua amizade por isso. (Até porque eu tinha uma vaga impressão naquela época que você não aceitava muito bem esse tipo de coisa, felizmente nos dias atuais você amadureceu e mudou esse meu pensamento).
Terceiro: Bom. Você também estava, aparentemente, interessada em alguém.

Round #2.2 – Amor platônico que fala, né?
Olha, eu tenho que te confessar uma coisa. Sempre admirei a sua forma de enxergar as coisas de forma prática e quando você conseguia transformar algum problema meu, que eu achava algo de sete cabeças, em algo mais simples. Isso me encantava. Tudo em você me encantava. Sempre te achei, e ainda acho uma pessoa incrivelmente bonita, mas não só na aparência... Apesar do seu jeito que as vezes me dava ganas de te esganar, você era uma pessoa muito bonita por dentro e por fora (clichê que fala, né?²), além d’eu te achar super talentosa e de uma alma sensível (apesar de dura as vezes e banhada de realismo que parecia ser sua essência) que mesmo quando não sabia como proceder com algo você estava disposta a dar algum suporte.
Realmente. Você foi uma das melhores amizades que eu cultivei e sou deveras grata por isso. Muito do que eu sou hoje posso dizer que você é uma das responsáveis e que me ajudaram em toda coisa até agora. Apesar dos pesares, não me arrependo do que senti por você. E bom. Como disse antes, meu medo de estragar tudo me impediu de te confessar o que eu sentia (e até hoje isso meio que me rende algumas noites de insônia), mas sabe que às vezes eu penso que deveria ter sido mais honesta com você e em outras vezes penso que meu silêncio foi a melhor escolha. (E me rendeu dores... Aiai).
Você passou a compartilhar comigo sobre as suas “experiências amorosas”, como estava gostando de um sujeito que aparentemente te deixava muito confusa. (Eu o achava um tremendo babaca. Ah, sim. Eu ainda o acho um tremendo babaca.) E fique você sabendo que quando me disse que estava gostando dele, bom... Doeu. E não estou usando uma metáfora aqui, ok? Realmente doeu. Como se um balde de água fria caísse em cima de mim e a realidade esfregasse na minha cara em letras bem grandes “É IMPOSSÍVEL. NÃO VAI ROLAR.”
Eu realmente estava apaixonada por você. Eu fui apaixonada por você! Muito mesmo!
Mas ou eu me confessava correndo o risco de perder nossa amizade já sabendo que o meu “não” era mais que certeza. Ou eu continuava quieta engolindo tudo e sofrendo em silêncio, mas ainda sim, desejando sua felicidade.
E adivinhem que opção essa que vos escreve escolheu? Isso mesmo. A segunda. Não tinha muito que fazer, né?
E isso nos leva para a minha “terceira paixonite.”

Round #3 – Coloque pra tocar "(Não)Era Amor'' da Giulia Be
Eu simplesmente não gosto desse aqui. Então serei bem rápida pra resumir esse rolo.
Vamos lá. Eu ainda estava abalada e com a cabeça cheia por causa do amor platônico que não era correspondido ali em cima e achei que se eu tentasse conhecer novas pessoas talvez isso seria melhor. Aiai... Pior ideia.
Não sei se posso dizer que essa terceira foi uma paixão de verdade. Eu gostava dele, ele era um cara muito legal e divertido, um bom rapaz. Que insistiu muito e meio que acabei cedendo até porque começou a surgir um possível interesse. Cheguei a gostar dele sim. (Até hoje guardo um carinho por ele, apesar que não tenha dado certo).
Acontece que... Quando eu achava que finalmente ia dar em alguma coisa. Não deu.
Ele avaliou melhor as coisas e simplesmente disse que “Pensando bem, não quero um relacionamento agora”.
Ao menos ele foi sincero. Eu fiquei puta sim. Chorei também e perguntei pro universo qual era a graça de ficar me sacaneando.
E foi assim que acabou. Mas não pensem que esse guri foi um babaca, ele não foi. Vai ver simplesmente não era pra ser.
Infelizmente não conversamos mais.

Round #2.3 –Brasileiro não desiste, gente.
Depois desse episódio ai de cima eu me fechei de novo para o mundo. Foquei totalmente nos meus estudos na faculdade, até porque era muito mais importante e joguei a minha vida amorosa que era já quase que nula pra escanteio. Cheguei a contar pra minha amiga dessa experiência que eu tive e ela ficou bem brava e depois me animou dizendo que talvez não era pra ser e que um dia eu encontraria alguém ideal. *rindo de nervoso*
E sabem o que aconteceu? A chama do que antes era uma “vela de amor platônico” virou uma tocha e eu percebi que você ainda mexia (e muito!) comigo. E ai eu passei a ficar bem frustrada.
Nossa amizade ia muito bem! Você me falava suas experiências, seus avanços nos seus projetos de vida e isso ia fluindo e completamos mais um ano de amizade e chegamos a conclusão que as duas eram alvos de bullying do cupido. Mas uma sempre estava ali pra outra e disposta a apoiar e dar uns puxões de orelha de vez em quando e cara. Isso me dava um nó nas entranhas, pois eu me sentia mal de não ser honesta com você! Mas eu tinha tanto medo! Até hoje eu tenho!
Passei a dar alguns sinais sutis e você não pegou absolutamente nenhum. Ai eu desisti.
Só que sabe o brasileiro? Ele não desiste. A gente só não dominou o mundo porque a gente não quer.
Eu estava me sentindo sufocada. Eu te amava de verdade. Era estranho quando a gente brigava ou ficava muito tempo sem se falar, era estranho. E toda vez eu sentia as borboletas no estomago quando você dizia algo legal. *rindo* (Romântica incurável que fala, né? Não. É trouxa mesmo.). E apesar das sensações boas... Também tinham as ruins. Que doíam pra um inferno.
Ao menos a nossa amizade não mudava. Você sempre foi uma observadora incrível e percebeu que tinha alguma coisa me incomodando e eu sempre jogava alguma desculpa qualquer e isso não colou com você. Então eu resolvi me abrir contigo e ser sincera (não te contei toda a verdade, mas disse boa parte dela) sobre as coisas que estavam acontecendo (que na verdade estavam rolando há um bom tempo, né?).
Tive a brilhante ideia de criar uma historinha hipotética onde eu estava gostando de uma amiga, mas tinha medo de como ela iria reagir e tudo mais. Você ficou surpresa. Depois disse que suspeitava que eu poderia me sentir atraída por garotas também e daí, meus amigos, ela entrou no modo analítico e deveras realista dela. (Tremi horrores? Sim ou claro?)
Você simplesmente disse que: “Se uma amiga me dissesse que gostasse de mim. Eu me sentiria muito desconfortável.”
Preciso dizer mais alguma coisa? Meu coração se quebrou naquela hora. *rindo de nervoso* Mas fiquem tranquilos, era uma situação hipotética, lembram? Eu joguei o famoso verde pra colher maduro. Não tinha como eu ficar brava ou triste com ela, mas com a situação sim. E foi ai que eu percebi finalmente que era impossível. Ia ser um amor não-correspondido e não passar disso e que se pra ter a amizade dela seria mais prudente eu ficar em silêncio... Foi assim que eu o fiz.
Engraçado que eu levei um fora e ela meio que nem sabe disso. *rindo* Lógico, na época nós duas éramos diferentes de como somos hoje em dia, estamos ambas mais maduras (assim eu espero) e mesmo que tenha doído na época foi um bom aprendizado.
Mas não se irritem, ok? Ela não tem nenhum tipo de preconceito. Ela é alguém maravilhosa. E que eu me orgulho muito e tenho o enorme carinho, mas que apesar dos pesares eu  guardo com muito afeto o fato de ter me apaixonado por ela.
E foram bons anos haha.
Ainda me sinto curiosa em como você teria reagido na época ou em como você reagiria hoje em dia se soubesse disso.
Em agosto de 2018, quando eu escrevi a primeira versão desse texto, ele era muito mais dramático e muito mais triste. Eu estava bem frustrada e triste na época. Queria muito que a minha segunda paixão e a mais problemática lesse e sei lá, me desse uma resposta. Talvez nos tempos atuais isso aconteça. Porque antes, mesmo eu desabafando eu deixei tudo muito nas entrelinhas haha.
Minha querida amiga, se um dia chegar a ler essa minha postagem.
Saiba que eu amo você, mas não da mesma forma, saiba que superei o amor platônico que eu tinha por você (com muito custo haha) e hoje apenas te vejo como alguém deveras importante em minha vida e uma amiga que eu sinto que vai ser pra vida toda. Me desculpe se te deixar desconfortável quando souber dessa informação, não é minha intenção, mas não irei me desculpar pelo o que eu senti. Até porque foi algo sincero e verdadeiro.

Wow! O texto ficou muito mais leve que a primeira versão! Me diverti um bocado reescrevendo ele. Uma sensação de leveza, sabe?
“Ahh, Yuuki. Mas não disse que se apaixonou quatro vezes? Cadê a quarta vez?”
Bom. Só adianto pra vocês que hoje em dia eu acredito que amadureci muito mais e entendo melhor algumas coisas que antes, mas mesmo assim não quer dizer que esse tipo de coisa não me deixe confusa e assustada. (Acho que todo mundo se sente assim kkk).
Lidar com o amor é complicado, gente!
Se apaixonar não é fácil. Sério mesmo.

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