quarta-feira, 2 de abril de 2025

O Fardo de Sempre ser o Apoio

 Estou sempre aqui. Sempre a voz que escuta, a mão que segura, a presença constante quando tudo desmorona.
Tentando entender todos os lados, mesmo quando me chamam de insensível, por as vezes, ser direta demais.
Me procuram - não para perguntar como estou, mas posso contar nos dedos as pessoas que o fazem - mas para buscar um apoio, uma emergência, um favor, um desabafo.

E eu? Eu escuto. Ajudo. Sigo "sim".
Sempre.
Não é ingratidão, não é sobre jogar na cara. Eu me acostumei a essa constância de servir, a estar ali quando precisam, a ser o ombro firme enquanto o mundo gira e os outros seguem suas vidas.

Sinto que o limite está chegando.
Mas meu copo está transbordando.
Sempre calma, dificilmente explodo; se preciso chorar, que seja em minha solitude.
Sei me virar, assim como também sei pedir ajuda, pois todos precisam em algum momento,
mas a gota d'água final parece prestes a cair.
Porque estou cansada.
Cansada de ser o refúgio seguro, a conselheira esquecida no rescaldo das batalhas alheias.
Esquecida por mim mesma.
Cansada de segurar tanto sem saber quando, ou se, alguém me segurará.
Cansada de me perguntar se, um dia, alguém realmente notará que meu silêncio grita tanto os pedidos de socorro que acolho.

Essa exaustão não vem da falta de gratidão, mas do peso de sempre ser aquela que entende, que acalma, que se molda às necessidades alheias.
Minha voz se perde, soterrada entre tantas outras, como se minha própria existência fosse penas uma extensão do que posso oferecer.
E talvez, quem é o culpado disso, se não eu mesma?

Hoje, a frustração se mistura com uma revolta silenciosa. 
Chega um momento em que ser sempre a "boa", a "compreensiva", a "mediadora" se torna insuportável. 
E, apesar de toda a minha resiliência, preciso admitir: Estou cansada demais.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Se apaixonar não é fácil. Sério mesmo.


Pin by Chloe Villania on Aesthetic manga (With images) | Citrus ...
Eu postei essa postagem anteriormente no dia 13 de agosto de 2018. E antes o titulo era “O desabafo de uma covarde (ex)apaixonada” (É, eu sei. O título é ridículo.)  e o texto em si tinha como objetivo colocar em palavras todas as minhas frustrações que estavam entaladas na minha garganta e presas no meu coração por muito, muito tempo. Com esse post, na época, eu queria que minhas palavras alcançassem uma certa pessoa, mas nem nos dias atuais ela parece se dar conta desse episódio. A primeira versão ficou algo bem triste e cheio dos dramas, mas a vida é um drama, não é?
Tive a ideia de reescrever esse texto e aproveitar e atualizar e endireitar algumas coisas. Como podem ver o título também mudou assim como essa autora que vos fala também mudou. Então vamos lá, e já adianto que a coisa a seguir continua triste (até porque eu sou quase uma profissional nesse assunto), mas de alguma forma sinto que vou me divertir escrevendo. É sempre bom colocar as nossas experiências na nossa frente e tentar ver por outros ângulos, vou escrever a seguir sobre às vezes em que eu me apaixonei. Mas relaxem... Foram poucas.
Se apaixonar é uma experiência única, algo maravilhoso e complexo. E bota complexo nisso, viu? Sabe os filmes de romance? Eles mentem. Porque a coisa pode complicar muito mais do que eles mostram ou simplesmente ser muito mais simples do que eles não mostram. Até hoje eu me apaixonei de verdade 4 vezes. Cada vez foi uma experiência de fato diferente. E também me deram uma dor de cabeça...

Round #1 – Do primeiro “crush” a gente nunca esquece!
Não vou citar nomes aqui. Seria deselegante!
A primeira vez que eu me apaixonei eu ainda estava na época de escola e não era a pessoa mais ligada nessas coisas de buscar um namoro ou ficar prestando atenção em quem era ou deixava de ser bonito. Até porque naquela época eu, como qualquer outro jovem, tinha outras preocupações como, por exemplo, as notas e a insegurança que o ambiente escolar fazia com a autoestima da gente. Mas não posso reclamar do meu período escolar, passei por momentos desagradáveis e tantos outros que guardo no coração com muito carinho (como por exemplo, conhecer meu irmão de alma, algo que foi a melhor coisa da minha vida) e a minha primeira paixão é uma delas.
Era um amigo de classe, alguém muito divertido e que tinha um talento incrível pra desenhar (Ah, eu também desenhava... Então era fácil a gente encontrar assunto pra conversar) além de ser um poço de simpatia. Mas era um bom amigo e acho que atualmente posso dizer que ele foi o meu primeiro “crush”, mas não deu em nada, foi um mero amor platônico que me deixava boba quando ele estava por perto e logo eu que me achava alheia demais para esse tipo de coisa me vi pega nas artimanhas do cupido. Foi algo bobo e que não passou muito disso... Posso muito bem usar a frase que ele fez meu coração acelerar e eu sentir as famosas borboletas no estômago (clichê que fala, né?), infelizmente, ele mudou de escola e meio que a gente perdeu o contato depois disso, mas mesmo assim foi uma experiência boa, sabe? E guardo com carinho.
Primeiro round não foi de todo mal, não é mesmo?

Round #2 – Aqui as coisas começam a complicar um pouco
Continuando.
Um bom tempo se passou, muita coisa aconteceu e eu amadureci e passei a entender algumas coisas sobre mim mesma. Sabe a tal fase em que você está se descobrindo e descobrindo o mundo ao seu redor? (E percebe que você não vive exatamente numa bolha, né?). Pois é. Muita ansiedade, pressão de todos os lados (Terminando escola, pensar numa carreira –embora outras pessoas quem vão querer escolher por você - faculdade batendo na sua cara com o vestibular...), insegurança. Mas também vem junto um melhor entendimento das coisas, amadurecimento com o decorrer do tempo e um pouco mais de confiança.
E no meio disso tudo aí eu te conheci, por mero acaso, e passamos a trocar nossas primeiras palavras. Quando nos demos conta tinha brotado uma amizade ali e era muito fácil conversar com você já que nós duas tínhamos muitos gostos em comum (alguns nem tanto, mas mesmo assim a nossa dinâmica fluía muito bem!), nossos horários escolares não batiam, mas mesmo assim a gente sempre dava um jeito pra passar um tempo conversando. Ainda éramos novas... E eu admito que achei que você seria só mais uma amizade nova que com o decorrer do tempo a gente nem ia se falar mais, mas não foi bem isso que aconteceu não, viu? Nossa amizade foi se construindo aos poucos, já conhecíamos mais uma da outra e nossos assuntos não se limitavam apenas aos nossos gostos em comum. Sempre te achei uma pessoa muito séria, mas ao mesmo tempo descobri que era só te conhecer melhor *rindo de nervoso* e nesse ritmo a gente completou 1 ano de amizade. E bom. Aí as coisas começaram a complicar.

Round #2.1 – Só estava confundindo as coisas
Quando dei por mim passei a dar um pouco mais de atenção a você. Não me leve a mal, mas eu reparei que comecei a ficar muito mais curiosa sobre você, querer saber mais sobre você, entende? Como disse anteriormente, eu sempre te achei muito séria, mas no fundo sempre soube que era só ganhar a sua confiança que você se mostraria essa menina encantadora e super gente fina que eu conheci. E foi ai que eu me toquei de uma coisa. E só consegui pensar “Ah, não. Ferrou.”.
Me pegou de surpresa? Pegou. Eu estava esperando uma coisa dessas acontecer? Obviamente que não.
Eu simplesmente pensei que estava só confundindo as coisas, pois você sempre foi muito receptiva e legal comigo (Tá, tinha momentos que a gente quebrava o pau e suspeito que várias vezes por motivos fúteis, ou porque você tinha um jeito prático demais pra analisar certas coisas) e vai ver eu estava entendo tudo errado e veio uma onda de sentimentos confusos (e bota confusos nisso!), busquei até pedir conselhos pra outras pessoas e cheguei a bela conclusão que: Eu tinha me apaixonado pela minha melhor amiga. (Pois é. Você não leu errado, meu bem.).
E convenhamos. Isso não me parecia que ia acabar muito bem não... Motivos?
Primeiro de tudo: Você era uma garota. E obviamente alguém hétero. (Simplesmente não dá e nem pode! Fazer alguém mudar sua orientação sexual só porque você gosta dele, entendem? Implica em muita coisa).
Segundo: Eu estava apavorada com a ideia de falar como eu me sentia pra você e acabar perdendo sua amizade por isso. (Até porque eu tinha uma vaga impressão naquela época que você não aceitava muito bem esse tipo de coisa, felizmente nos dias atuais você amadureceu e mudou esse meu pensamento).
Terceiro: Bom. Você também estava, aparentemente, interessada em alguém.

Round #2.2 – Amor platônico que fala, né?
Olha, eu tenho que te confessar uma coisa. Sempre admirei a sua forma de enxergar as coisas de forma prática e quando você conseguia transformar algum problema meu, que eu achava algo de sete cabeças, em algo mais simples. Isso me encantava. Tudo em você me encantava. Sempre te achei, e ainda acho uma pessoa incrivelmente bonita, mas não só na aparência... Apesar do seu jeito que as vezes me dava ganas de te esganar, você era uma pessoa muito bonita por dentro e por fora (clichê que fala, né?²), além d’eu te achar super talentosa e de uma alma sensível (apesar de dura as vezes e banhada de realismo que parecia ser sua essência) que mesmo quando não sabia como proceder com algo você estava disposta a dar algum suporte.
Realmente. Você foi uma das melhores amizades que eu cultivei e sou deveras grata por isso. Muito do que eu sou hoje posso dizer que você é uma das responsáveis e que me ajudaram em toda coisa até agora. Apesar dos pesares, não me arrependo do que senti por você. E bom. Como disse antes, meu medo de estragar tudo me impediu de te confessar o que eu sentia (e até hoje isso meio que me rende algumas noites de insônia), mas sabe que às vezes eu penso que deveria ter sido mais honesta com você e em outras vezes penso que meu silêncio foi a melhor escolha. (E me rendeu dores... Aiai).
Você passou a compartilhar comigo sobre as suas “experiências amorosas”, como estava gostando de um sujeito que aparentemente te deixava muito confusa. (Eu o achava um tremendo babaca. Ah, sim. Eu ainda o acho um tremendo babaca.) E fique você sabendo que quando me disse que estava gostando dele, bom... Doeu. E não estou usando uma metáfora aqui, ok? Realmente doeu. Como se um balde de água fria caísse em cima de mim e a realidade esfregasse na minha cara em letras bem grandes “É IMPOSSÍVEL. NÃO VAI ROLAR.”
Eu realmente estava apaixonada por você. Eu fui apaixonada por você! Muito mesmo!
Mas ou eu me confessava correndo o risco de perder nossa amizade já sabendo que o meu “não” era mais que certeza. Ou eu continuava quieta engolindo tudo e sofrendo em silêncio, mas ainda sim, desejando sua felicidade.
E adivinhem que opção essa que vos escreve escolheu? Isso mesmo. A segunda. Não tinha muito que fazer, né?
E isso nos leva para a minha “terceira paixonite.”

Round #3 – Coloque pra tocar "(Não)Era Amor'' da Giulia Be
Eu simplesmente não gosto desse aqui. Então serei bem rápida pra resumir esse rolo.
Vamos lá. Eu ainda estava abalada e com a cabeça cheia por causa do amor platônico que não era correspondido ali em cima e achei que se eu tentasse conhecer novas pessoas talvez isso seria melhor. Aiai... Pior ideia.
Não sei se posso dizer que essa terceira foi uma paixão de verdade. Eu gostava dele, ele era um cara muito legal e divertido, um bom rapaz. Que insistiu muito e meio que acabei cedendo até porque começou a surgir um possível interesse. Cheguei a gostar dele sim. (Até hoje guardo um carinho por ele, apesar que não tenha dado certo).
Acontece que... Quando eu achava que finalmente ia dar em alguma coisa. Não deu.
Ele avaliou melhor as coisas e simplesmente disse que “Pensando bem, não quero um relacionamento agora”.
Ao menos ele foi sincero. Eu fiquei puta sim. Chorei também e perguntei pro universo qual era a graça de ficar me sacaneando.
E foi assim que acabou. Mas não pensem que esse guri foi um babaca, ele não foi. Vai ver simplesmente não era pra ser.
Infelizmente não conversamos mais.

Round #2.3 –Brasileiro não desiste, gente.
Depois desse episódio ai de cima eu me fechei de novo para o mundo. Foquei totalmente nos meus estudos na faculdade, até porque era muito mais importante e joguei a minha vida amorosa que era já quase que nula pra escanteio. Cheguei a contar pra minha amiga dessa experiência que eu tive e ela ficou bem brava e depois me animou dizendo que talvez não era pra ser e que um dia eu encontraria alguém ideal. *rindo de nervoso*
E sabem o que aconteceu? A chama do que antes era uma “vela de amor platônico” virou uma tocha e eu percebi que você ainda mexia (e muito!) comigo. E ai eu passei a ficar bem frustrada.
Nossa amizade ia muito bem! Você me falava suas experiências, seus avanços nos seus projetos de vida e isso ia fluindo e completamos mais um ano de amizade e chegamos a conclusão que as duas eram alvos de bullying do cupido. Mas uma sempre estava ali pra outra e disposta a apoiar e dar uns puxões de orelha de vez em quando e cara. Isso me dava um nó nas entranhas, pois eu me sentia mal de não ser honesta com você! Mas eu tinha tanto medo! Até hoje eu tenho!
Passei a dar alguns sinais sutis e você não pegou absolutamente nenhum. Ai eu desisti.
Só que sabe o brasileiro? Ele não desiste. A gente só não dominou o mundo porque a gente não quer.
Eu estava me sentindo sufocada. Eu te amava de verdade. Era estranho quando a gente brigava ou ficava muito tempo sem se falar, era estranho. E toda vez eu sentia as borboletas no estomago quando você dizia algo legal. *rindo* (Romântica incurável que fala, né? Não. É trouxa mesmo.). E apesar das sensações boas... Também tinham as ruins. Que doíam pra um inferno.
Ao menos a nossa amizade não mudava. Você sempre foi uma observadora incrível e percebeu que tinha alguma coisa me incomodando e eu sempre jogava alguma desculpa qualquer e isso não colou com você. Então eu resolvi me abrir contigo e ser sincera (não te contei toda a verdade, mas disse boa parte dela) sobre as coisas que estavam acontecendo (que na verdade estavam rolando há um bom tempo, né?).
Tive a brilhante ideia de criar uma historinha hipotética onde eu estava gostando de uma amiga, mas tinha medo de como ela iria reagir e tudo mais. Você ficou surpresa. Depois disse que suspeitava que eu poderia me sentir atraída por garotas também e daí, meus amigos, ela entrou no modo analítico e deveras realista dela. (Tremi horrores? Sim ou claro?)
Você simplesmente disse que: “Se uma amiga me dissesse que gostasse de mim. Eu me sentiria muito desconfortável.”
Preciso dizer mais alguma coisa? Meu coração se quebrou naquela hora. *rindo de nervoso* Mas fiquem tranquilos, era uma situação hipotética, lembram? Eu joguei o famoso verde pra colher maduro. Não tinha como eu ficar brava ou triste com ela, mas com a situação sim. E foi ai que eu percebi finalmente que era impossível. Ia ser um amor não-correspondido e não passar disso e que se pra ter a amizade dela seria mais prudente eu ficar em silêncio... Foi assim que eu o fiz.
Engraçado que eu levei um fora e ela meio que nem sabe disso. *rindo* Lógico, na época nós duas éramos diferentes de como somos hoje em dia, estamos ambas mais maduras (assim eu espero) e mesmo que tenha doído na época foi um bom aprendizado.
Mas não se irritem, ok? Ela não tem nenhum tipo de preconceito. Ela é alguém maravilhosa. E que eu me orgulho muito e tenho o enorme carinho, mas que apesar dos pesares eu  guardo com muito afeto o fato de ter me apaixonado por ela.
E foram bons anos haha.
Ainda me sinto curiosa em como você teria reagido na época ou em como você reagiria hoje em dia se soubesse disso.
Em agosto de 2018, quando eu escrevi a primeira versão desse texto, ele era muito mais dramático e muito mais triste. Eu estava bem frustrada e triste na época. Queria muito que a minha segunda paixão e a mais problemática lesse e sei lá, me desse uma resposta. Talvez nos tempos atuais isso aconteça. Porque antes, mesmo eu desabafando eu deixei tudo muito nas entrelinhas haha.
Minha querida amiga, se um dia chegar a ler essa minha postagem.
Saiba que eu amo você, mas não da mesma forma, saiba que superei o amor platônico que eu tinha por você (com muito custo haha) e hoje apenas te vejo como alguém deveras importante em minha vida e uma amiga que eu sinto que vai ser pra vida toda. Me desculpe se te deixar desconfortável quando souber dessa informação, não é minha intenção, mas não irei me desculpar pelo o que eu senti. Até porque foi algo sincero e verdadeiro.

Wow! O texto ficou muito mais leve que a primeira versão! Me diverti um bocado reescrevendo ele. Uma sensação de leveza, sabe?
“Ahh, Yuuki. Mas não disse que se apaixonou quatro vezes? Cadê a quarta vez?”
Bom. Só adianto pra vocês que hoje em dia eu acredito que amadureci muito mais e entendo melhor algumas coisas que antes, mas mesmo assim não quer dizer que esse tipo de coisa não me deixe confusa e assustada. (Acho que todo mundo se sente assim kkk).
Lidar com o amor é complicado, gente!
Se apaixonar não é fácil. Sério mesmo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Eu morri

Eu morri.

E eu morri, mas estranhamente continuo morrendo.
Em alguns momentos, confesso, fui eu mesma quem me matei, e em outros, encontrei a minha morte pelas mãos de terceiros.

Mas vejam, ainda continuo renascendo.
Renascendo para ser uma pessoa melhor.
Alguém mais forte, mais inteira, mais capaz do que meu eu anterior.

Matei sentimentos, muitos dos quais me faziam esquecer o mundo, e muitos outros que me sufocavam.
Inclusive, uma parte de mim morria ao sufocá-los, pois eram complexos demais para serem entendidos, talvez nem por mim.
Eles eram difíceis demais para serem discutidos, vergonhosos demais para serem compartilhados, assustadores demais para serem confrontados, frágeis demais para não se quebrarem com facilidade.
Alguém mais silencioso e sério renasceu em meu lugar; a defensiva virou seu hábito, mas seu fardo é a insegurança constante.

Matei traços da minha personalidade — uma luta ainda constante.
Traços esses que, sinto, talvez nunca se tornem perfeitos ou suficientes.
Alguém tentando seguir um molde, tentando obedecer regras impostas, renasceu em meu lugar; o medo de desapontar os outros virou seu hábito, mas seu fardo é a dificuldade, o medo em encontrar e mostrar quem aceitaria meu "verdadeiro eu".

Matei com lágrimas — e várias vezes com ódio — no olhar a minha própria imagem, pois não tinha beleza ali, porque não era o bastante, e o pior, não era suficiente.
Porque, quem sabe, quem realmente sabe?
Não correspondiam aos padrões que o mundo me impôs.
Alguém em busca de um ideal de vaidade renasceu em meu lugar, e ainda continua sua transformação; criticar-se se tornou seu hábito, mas seu fardo é a falta de amor próprio.

Matei e vi serem mortos, com muito pesar, muitos sonhos.
Alguns eu matei por conta própria, já sabendo o provável destino que teriam, ou simplesmente para não ter que vê-los sendo destroçados por outras mãos.
Não me orgulharei desses atos, pois me envergonho de não ter tido coragem, talvez audácia, para lutar por eles, para honrá-los.
Ao menos, tentarei manter vivo o pouco que restou de cada um.
Alguém mais racional renasceu em meu lugar; os conflitos com o passado, as possibilidades do futuro, tornaram-se seu hábito, mas seu fardo, além da falta de esperança, é não se importar mais com os sonhos do futuro.

Eu morri.
E eu morri, mas estranhamente continuo morrendo.
Num ciclo aparentemente sem fim, e doloroso.

Apesar da dor, consegui notar algo:
A cada vez que retornava, além de me moldar às vontades alheias, percebia que nunca seria boa o bastante, nunca seria suficiente.
Ao contrário do que muitos dizem, posso até ter voltado mais forte, mas não me sinto assim. Me sinto quebrada.
Aprendi lições valiosas, algumas até distorcidas, neste ciclo sem fim. Pude conhecer pessoas de todos os tipos e formas... Das mais cruéis até as mais bondosas e doces.
Já não amo mais a minha própria pessoa há muito tempo, e admito que na minha mente fragmentada, ninguém, de fato, poderia fazer o mesmo.
Cheguei à conclusão de que meu afeto próprio é quase nulo, e tenho sérias, talvez absurdas, dúvidas de que aqueles que me cercam consigam sentir o mesmo.
Queiram-me perdoar aqueles que disseram nutrir afeto por mim. Acreditem em mim quando digo que os amo e aprecio verdadeiramente. Pois eu realmente o faço.

Eu morri.
E eu morri, mas estranhamente continuo morrendo...
Mas consegui notar que, de fato, uma parte minha não se perdeu.
Um traço que tentei apagar tantas vezes, mas em vão.

Alguns julgam esse talento um caminho sem futuro. Apesar da beleza que ele carrega, é pouco valorizado por aqueles de quem eu esperava apoio.
Minha criatividade ainda existe em mim como um lembrete constante da saudade do que um dia fui, do que me tornei, e um aviso do que posso vir a ser.
E mesmo morrendo aos poucos, mesmo tão perdida, só me resta continuar.

Minha criatividade, em meio ao caos que existe em mim (e, suponho, em cada um de nós), se tornou meu refúgio.
Ela sempre está ali, em pensamentos; no silêncio; no barulho; na ponta dos dedos; do lápis para o papel... Ela simplesmente não morre.
Numa forma de me expressar, e talvez uma tentativa do meu eu de sinalizar que ainda estou aqui, mesmo que escondida, mas resistindo para me lembrar de que, mesmo com minha alma ruindo e minha mente quebrando, esse traço de criatividade (talvez uma forma de rebeldia) ainda mostra que posso continuar tentando ser melhor.
Mesmo que o processo seja doloroso e difícil, posso ser melhor à minha maneira, mesmo que tenha que passar ainda mais vezes entre morrer e renascer.

Eu morri.
E eu morri, mas estranhamente continuo morrendo e renascendo.
Até que, quem sabe, chegue o dia em que eu já não renasça mais.

terça-feira, 22 de maio de 2018

TAG - 90 Coisas sobre mim

 Olá, caro leitor ou leitora que acompanha esse blog!
 Estava vagando por alguns blogs antigos (e naquela onda maravilhosa de nostalgia *chora* ) quando me deparei com uma "tag". Sempre tive vontade de fazer, mas sabe quando você fica naquela de "Ah, vou fazer mais tarde? Pois é. -q Então decidi colocar aqui as tais "90 coisas" sobre a minha pessoa.
 Bora lá?

90 coisas sobre mim

QUAL FOI SUA...
1) Última bebida: Chocolate quente.
2) Última ligação: Meu irmão.

3) Última mensagem de texto: A coisa está tão feia que nem mensagem da operadora eu ando recebendo direito. -q

4) Última música que ouviu: Heart Attack – Chuu/LOONA


                                                                         VOCÊ JÁ...       
5) Saiu com duas pessoas ao mesmo tempo? Tipo encontro? Nunca. Mas pra sair com amigos sim.
6) Foi traído? Por pessoas próximas...
7) Beijou alguém e se arrependeu? Não.

8) Perdeu alguém especial? Sim.
9) Ficou deprimido? Sim. Várias vezes até. -q
10) Bebeu muito até passar mal? Não. 


LISTE 3 FILMES FAVORITOS:
11) Mulan (Pois é XD)
12) Estrelas Além do Tempo
13) As Branquelas (Pois é² -q)



DESDE O ANO PASSADO VOCÊ...
14) Fez algum amigo novo: Não.
15) Se apaixonou: Não.
16) Riu até chorar: Sim!

17) Conheceu alguém que mudou sua vida: Não.

18) Descobriu quem são seus melhores amigos: Sim.
19) Aprendeu alguma coisa importante, nova? Sim.
20) Beijou alguém da sua lista de amigos do Facebook: Não.



GERAL:
21) Quantas pessoas do seu Facebook você conhece pessoalmente? A maioria.
 22) Você tem algum animal de estimação? Sim. >u<
23) Você mudaria seu nome? Não.

24) O que você fez em seu último aniversário? Trabalhei e estudei. TuT

25) Que horas acordou hoje? 8h
26) O que estava fazendo ontem à meia noite? Assistindo alguns clipes no youtube.
27) Está assistindo algo no momento? Sim.
28) O que é algo que você não vê a hora de acontecer? Atualmente? Arranjar um emprego. -q
29) A última vez que você viu a sua mãe: Uma hora.
30) O que você gostaria de mudar em você mesmo? Tanta coisa...
31) O que você está ouvindo agora? ODD FUTURE - UVERWorld
32) Você conhece alguém que tem um nome muito estranho? Sim.
33) O que mais te irrita? Tem muita coisa que me irrita, mas principalmente que invadam meu espaço pessoal.
34) Página mais visitada na Internet: Atualmente: deviantART, Blogger e Youtube.
35) Apelido: Yuu-chan 
36) Signo do Zodíaco: Leão.
37) 1° grau: Terminei.
38) Colegial: Terminei também.
39) Faculdade: Terminei também.² Fiz farmácia. (E só pra constar, foram os piores 4 anos da minha vida. –q Teve lá seus momentos bons, mas vou te contar, viu...) 
40) Cor do cabelo: Castanho escuro se tu prestar bem atenção. -q
41) Comprido ou curto: Curto.
42) De onde você é: Mogi das Cruzes - SP
43) Altura: 1,62
44) Você tem uma queda por alguém? Atualmente sim. (Quase que um abismo, eu diria. –q)

45) O que você mais gosta em você? Meu cabelo.
46) Tem piercings? Não.

47) Tatuagens? Não. Mas gostaria...

48) Sabe dirigir? Não.

PRIMEIRAS VEZES...
49) Primeira cirurgia: Nunca fiz. Graças a Deus.
50) O que comprou com seu primeiro salário? Mano... Foi comida! XD
51) Primeira melhor amiga (o): Helder/Joyce. (Os únicos até hoje XD)

52) Primeiro amor: ...Eu preciso citar nome? É que dá um ranço lembrar...

53) Primeira viagem com amigos: Nunca viajei com os amigos.


O QUE VOCÊ...
54) O que você tem visto na TV: Muito noticiário e documentários (Sobre o universo então... Perdi as contas. –q)
55) Último filme que você viu: Fora do Rumo.

56) O que você tem comido: última refeição foi sopa. :v
57) O que você tem bebido: Café, chá, toddy... 


58) O que você vai fazer quando terminar de responder? Além de postar? *apanha * Eu vou dormir.

59) O que você tem ouvido (música): LOONA, músicas aleatórias de J-Music e mais K-Music e Fresno.
60) O que você espera para amanhã? Que meu dia seja melhor. E quem sabe colocar algumas ideias no papel?


SEU FUTURO...
61) Quer ter filhos? Talvez eu mude de ideia, mas não.
62) Quer se casar? Talvez eu mude de ideia, mas não.²

63) Carreira: Olha... Tá complicado, mas espero que melhore.


O QUE É MELHOR?
64) Lábios ou olhos? Olhos.
65) Abraços ou beijos? Abraços. 

66) Mais baixos (as) ou mais altos (as)? Mais alto.

67) Mais velhos (as) ou mais novos (as)? Meio que depende?? Tem tanta gente mais velha que age de forma tão infantil... (E vice-versa –q)
68) Romântico ou espontâneo? Os dois.
69) Braços sarados ou pernas saradas? Nenhum?
70) Beleza ou inteligência? Inteligência.
71) Relacionamento sério ou só diversão? Sério.
72) Extroversão ou timidez? Um pouco dos dois? 


VOCÊ JÁ...
73) Beijou um estranho? Não.
74) Fumou? Não.

75) Partiu o coração de alguém? Eu não tenho muita certeza... Mas acho que sim e não foi intencionalmente...

76) Teve seu coração partido? Sim...
77) Foi preso (a)? Não. Graças a Deus, né? -q
78) Beijou alguém do mesmo sexo? Não.
79) Chorou quando alguém morreu? Sim.


VOCÊ ACREDITA EM...
80) Você mesmo (a)? Na maioria das vezes não.
81) Milagres? Sim.

82) Amor a primeira vista? Hmm... Não.

83) Paraíso? Sim.
84) Papai Noel? Não.

85) Na fada do dente? Não.

86) Anjos? Sim >u<
87) Almas? Sim.
88) ET? Não.
89) Sereias? Não.
90) Deus? Sim.


terça-feira, 20 de março de 2018

Vazio

Título: Vazio

É uma sensação estranha que vem e vai sem aviso.
Algo imenso e vasto, que parece carregar tanto significado quanto nenhum.
Ela te faz questionar sua existência, duvidando se ela tem sido válida ou se, de alguma forma, é apenas um eco no vazio.

Então, você começa a procurar o que poderia preencher esse vazio.
Talvez um amor, algo material, uma busca espiritual, ou o conhecimento...
Cada uma dessas opções parece promissora, mas, mesmo assim, aquela sensação ainda persiste.

É como as ondas do mar que chegam e vão sem aviso,
arrastando suas forças, desbotando as cores ao seu redor.
Você começa a perceber que, mesmo no meio de uma multidão,
se sente como um ponto solitário.

E a pergunta ecoa:
Você algum dia aprenderá a conviver com isso, ou acabará se rendendo a ele?

segunda-feira, 12 de março de 2018

Começo



Olá caro leitor ou leitora! 
Que você seja muito bem vindo aqui neste pequeno blog, assim como espero que goste do conteúdo do mesmo. (◡‿◡✿) 

Sobre o blog... O quê eu posso falar? Já tive muitos blogs nos últimos anos, de desenhos, histórias, poemas e até de umas bobagens que eu penso as vezes, mas ai eu tinha resolvido largar eles até deixar os blog's para trás. Mas agora eu resolvi retomar. (▰˘◡˘▰) 

Acho que toda pessoa já sentiu ou sinta uma vontade de compartilhar nem que seja um pouquinho do seu próprio mundinho, do universo que é e está na sua própria cabeça - seja com ideias, crenças, opiniões e etc - e acho que é isso que eu procuro aqui. Trazer um pouco do meu próprio mundinho para esse blog e compartilhar com cada um de vocês.

Creio que seja isso que eu quero dizer por hora. Então até a próxima postagem!